Advogado pede apoio de ministro para libertar irmã do presídio
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de setembro de 1997
Lucília Okamura 
Londrina
O advogado Jorge Custódio pediu a intervenção do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mendes Farias de Mello, na agilização do processo que envolve a sua irmã, Rosimary Garcia Ferreira, 29 anos. Ela está presa em Assunção (Paraguai) desde maio de 96, acusada de tráfico internacional de cocaína. O ministro esteve em Londrina e o encontro aconteceu sexta-feira à tarde, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Segundo o advogado, a Justiça paraguaia enviou carta rogatória ao Brasil para que sejam ouvidas 11 testemunhas de defesa, todas de Londrina - entre elas estão amigos e colegas de trabalho de Rosimary, que poderão falar de sua boa conduta. O documento deu entrada no STF em fevereiro deste ano. Mas as testemunhas ainda não prestaram depoimento.
Acompanhado de familiares, inclusive a mãe de Rosimary, o advogado pediu que a carta rogatória fosse cumprida logo. Marco Aurélio de Mello disse que precisava saber detalhes do caso e telefonou para sua assessoria em Brasília, pedindo para que visse como estava o processo.
Após poucos minutos, a sua assessoria enviou um fax sobre o andamento do processo. Segundo o ministro explicou ao advogado, um dos motivos de atraso do cumprimento da carta foi que o endereço de uma das testemunhas estava errado e a intimação acabou voltando para Brasília. O ministro sugeriu a Jorge Custódio que levasse a Brasília as declarações das testemunhas concordando em prestar depoimento, ao invés de ficar esperando a intimação. Seria interessante também um contato com a seccional da OAB de Brasília para credenciar um advogado para acompanhar o caso no Supremo, explicou.
Rosimary Ferreira foi presa em 4 de maio de 1996, no aeroporto de Assunção, onde tentava embarcar para Madri (Espanha) com quatro quilos de cocaína presa ao corpo com fita adesiva. Desde o início, ela sustenta que foi vítima de uma quadrilha que a teria obrigado a transportar a droga.


