Curitiba - O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a empresa Cavo foram citados pela Justiça no início de uma audiência pública para debater o projeto de instalação de um aterro sanitário que receberá o lixo da região de Curitiba. A citação foi por causa de uma ação civil pública que pede a anulação da audiência porque o autor dos estudos de impacto ambiental apresentados pela Cavo seria um funcionário do próprio IAP. A empresa participa de um processo de licitação para coletar, depositar e tratar do lixo de seis municípios da região metropolitana.
‘‘A empresa que fez a assessoria da Cavo para o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto do aterro é a Bacarin Consultoria Ambiental, que pertence a um funcionário do IAP em Ibiporã, chamado Alberto Bacarin’’, afirma o advogado Vitório Sorotiuk, autor da ação.
O presidente do IAP, Mário Sérgio Rasera, confirma que Bacarin é funcionário do Instituto Ambiental, mas alega que ele está afastado do órgão e que estaria à disposição da Prefeitura de Ibiporã.
Sorotiuk contesta e diz que o pedido para que o funcionário fosse ‘‘emprestado’’ para a prefeitura ainda repousa em uma mesa do Palácio Iguaçu e não foi assinado. ‘‘Mesmo que já tivesse sido assinada a transferência, um funcionário público não poderia estar metido nisso’’, questiona ele.
O IAP tem até segunda-feira para prestar esclarecimentos sobre o assunto à Justiça de Fazenda Rio Grande. Depois, o juiz que analisar o caso decidirá sobre a suspensão ou não da audiência pública.

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