Advogado nega participação em desmanche
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quarta-feira, 12 de novembro de 2003
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O advogado José Augusto Rodrigues Formigoni negou ontem ter participação num esquema de desmanche de carros roubados em Cambé (13 km a oeste de Londrina) e Rolândia (25 km a oeste de Londrina), descoberto pela Polícia Civil no último fim de semana. Em diligências iniciadas na sexta-feira, 12 veículos e várias peças de motor que seriam produto de roubo foram apreendidos. Três pessoas foram presas.
Formigoni é suspeito porque teriam sido encontrados uma Blazer e chassis em uma oficina de sua propriedade em Rolândia, além de uma Blazer e duas S-10 na sua casa e na residência de seu filho, em Cambé. Os veículos e objetos serão periciados para apontar se houve fraude. O advogado negou que seja o dono da oficina. ''Não sou proprietário de oficina nenhuma, nem em Rolândia, nem em outra cidade'', disse ele.
Ele relatou que as três caminhonetes apreendidas em Cambé estavam sob responsabilidade de seu filho, que compra e vende veículos. ''Ele adquiriu as caminhonentes mediante cheques nominais em épocas diferentes, e não comprou todas da mesma pessoa. No momento oportuno, os comprovantes serão apresentados'', garantiu o advogado. Formigoni afirmou que os veículos não foram apreendidos porque não havia mandado, e que os cedeu espontaneamente para perícia.
''Quero que seja tudo esclarecido. Eu requeri em juízo para que as caminhonetes fossem enviadas o quanto antes para perícia, pois, com esse estardalhaço, temo que coloquem alguma coisa para parecer que realmente houve alteração'', disse o advogado. O delegado de Cambé, Antônio do Carmo, afirmou que os veículos ainda não foram para a perícia devido à agenda cheia do Instituto de Criminalística. ''Essas alegações são desesperadas'', comentou.
Carmo informou que uma testemunha teria relatado que, quando os policiais foram à casa de Formigoni na sexta-feira, o advogado e o filho teriam ido a Londrina para esconder uma caminhonete no barracão de uma fábrica na zona leste. O veículo (que foi apreendido) teria sido roubado em Arapongas, no último dia 4. Segundo Carmo, o proprietário reconheceu a caminhonete.
Formigoni dá outra versão. ''Naquela hora, fui buscar meu filho, que estava na fábrica. Ele apenas deixou lá o veículo, que estava com ele. Ele sabe a procedência da caminhonete'', explicou o advogado. Nos próximos dias, Carmo deve intimar Formigoni e o empresário Jeferson Marques da Silva, outro suspeito de participação no esquema, para prestar depoimento.


