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Curitiba
O empresário Júlio César Marino é a segunda pessoa ligada ao grupo J. Marino assassinada no Paraná desde o ano passado. Em maio de 1996, o diretor administrativo-financeiro da Cotam Indústria de Alimentos S/A, César Alencar Escarate, foi morto a tiros em Curitiba. O assassinato de Escarate permanece sem solução e agora a morte de Marino chamou a atenção de parentes e amigos do diretor assassinado.
‘‘É uma coincidência interessante que em menos de dois anos sejam assassinados um diretor e o presidente do grupo’’, diz o advogado Peter Amaro de Sousa. O advogado, de 40 anos, diz que chegou a iniciar uma investigação paralela da morte de Escarate, a pedido da viúva do executivo.
Escarate foi encontrado morto na tarde do dia 15 de maio dentro de um Gol pertencente à Cotam. O carro estava estacionado em frente ao Restaurante Scala, no parque Barigui. A polícia chegou a prender um guardador de carros com quem foi encontrada uma jaqueta supostamente pertencente a Escarate, mas o libertou por falta de provas.
Segundo o delegado Antônio Jungles dos Santos, da Delegacia de Homicídios, a hipótese mais fundamentada até agora é a de crime passional, o que foi descartado pela viúva. Peter Sousa se diz convencido de que o crime foi cometido por um profissional. Santos assumiu o caso há dois meses e até agora não havia feito qualquer ligação entre os dois crimes. Ele pretende entrar em contato com a polícia de Londrina para trocar informações.

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