Advogado garante que não ajudou a planejar atentado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de janeiro de 2001
De Curitiba 
Em um dos depoimentos colhidos pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Curitiba na semana passada sobre o atentado, uma das testemunhas afirmou que reuniões para planejamento do incêndio aconteceram no escritório de um advogado. O criminalista Antonio Pellizzetti garante que não houve nenhuma reunião desses policiais em seu escritório.
O advogado, porém, confirma que falou com o sargento Ademir Leite Cavalcante (outro suspeito de envolvimento no atentado) no dia 4 deste mês. O sargento teria pedido a Pellizzetti que representasse um primo seu em um processo. Eu atendo gratuitamente muitos policiais, por isso eles me procuram, justificou.
Outra informação que está sendo investigada pela polícia é que o sargento Cavalcante teria ficado no apartamento do mandante do crime durante o incêndio. Desde o início de dezembro Pellizzetti está morando em um flat em frente ao Estádio Couto Pereira, próximo à antiga sede da PIC. Mas esse sargento nunca esteve no meu apartamento e nem sabe onde eu moro, afirmou.
O nome de Pellizzetti consta de um dossiê apresentado à CPI do Narcotráfico por um advogado paranaense. Nesse documento eu sou citado porque segundo o acusador eu teria relações estreitas com alguns promotores da PIC, o que é mentira, afirma. Na ficha do meu acusador constam uma série de acusações de crimes contra a honra e estelionato, enquanto eu nunca fui processado nesses 26 anos de carreira. (E.C.)


