ANDIRÁ - O advogado do traficante Cidimar Ronaldo da Silva (Ueda), Odair Batista de Oliveira, contestou ontem as afirmações do delegado Paulo César Rodrigues e do preso Eduardo Silva de Oliveira (Camufla), de que Ueda estaria vivo. Odair Oliveira disse que foi ele quem pediu a perícia no corpo para não haver dúvidas, após o primeiro reconhecimento feito em Vitória (ES), onde a ossada foi encontrada. ‘‘Foi enviada documentação dentária (ficha e raios X da arcada) para Vitória, para as primeiras comparações’’, disse o advogado.
Segundo ele, Camufla, preso há um ano e cinco meses, não poderia saber de tudo sobre Ueda. ‘‘Também não entendemos o empenho do policial Rodrigues em trazer o preso para cá, sendo que a pena dele em Divinópolis (MG) ainda está pendente’’, afirma.
O advogado também contesta a hipótese do corpo ser do ladrão de carros Carlos Daniel da Silva (Carlinhos), porque a família, que mora em Andirá, não está sabendo de nada. ‘‘Existe sim a possibilidade de Carlinhos ter matado Ueda por acerto de contas e manipulado a própria morte para fugir de tudo o que deve’’. Odair Oliveira diz que Ueda não era um desconhecido em Vitória, ‘‘onde mantinha comércio de veículos.
‘‘Ueda não deixaria tudo o que tem aqui, inclusive imóveis no nome de terceiros, simplesmente para inventar sua morte’’, acredita Oliveira. Ueda está enterrado em Andirá e a família (irmãos e tios) tiveram acesso ao corpo. ‘‘Todos reconheceram ser o próprio’’, garante Odair Oliveira. Para os que queiram comprovar, Oliveira sugere que procurem a arcada dentária que está no IML em Curitiba. ‘‘Que está à disposição para novos exames’’.

mockup