A recolocação da placa da pedra fundamental do Teatro Municipal de Campo Mourão ainda não foi suficiente para pôr fim a uma novela que se arrasta há cerca de quatro anos. O advogado do ex-prefeito Augustinho Vecchi (PMDB), José Luiz Gurgel, quer que as placas sejam repostas da mesma forma em que foram inauguradas, inclusive com a presença das autoridades que participaram do ato. ‘‘Queremos banda e fogos’’, frisa Gurgel.
Em reunião realizada no Fórum, a promotora Rosana Araújo de Sá Ribeiro Pereira deu prazo até o dia 4 de maio para que a prefeitura faça o levantamento de todos os dados constantes nas placas e apresente um esboço, com prazo necessário para sua confecção. O ex-prefeito reclama desde 94 o ‘‘sumiço’’ de quatro placas de inauguração em obras feitas ou iniciadas nas duas vezes em que ele foi prefeito da cidade.
As placas do Bosque Municipal, do Teatro, do Parque Industrial e do calçadão desaparceram a partir de 93 e o caso virou denúncia na promotoria. No dia 31 de março, coincidentemente aniversário de Vecchi, a prefeitura recolocou a placa da pedra fundamental do teatro. Gurgel alega que ficou faltando o tubo de concreto e os documentos que só deveriam ser abertos em 2042. Além disso, ele quer a solenidade festiva para a recolocação da placa.
O secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Ademir Moro Ribas, disse à promotora que os documentos estão à disposição na Casa da Cultura, que fica ao lado do teatro. Segundo ele, a placa do calçadão foi retirada durante as reformas urbanísticas feitas no local. Já as placas do bosque e do parque industrial, de acordo com o secretário, devem ter sido depredadas. Ribas disse que o bosque estava abandonado quando Vecchi deixou a prefeitura.

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