Advogado entra com recurso para libertar policiais
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 15 de maio de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A defesa dos policiais militares Rangel Batista da Cunha e Edney Ronaldo Gomes ingressou ontem com um habeas-corpus no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, em Curitiba, para tentar livrá-los liminarmente da prisão. Os dois permanecem detidos desde o dia 10 de maio no 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina, e respondem a processo pela morte do jogador de futebol Raphael Bezerra da Silva, 20 anos. Durante o final de semana, a prisão dos PMs foi criticada por faixas espalhadas pela cidade e em anúncios publicados em jornais.
Raphael foi baleado por policiais da Rone em 15 de novembro de 2004 e faleceu 41 dias depois no Hospital Universitário. Ele foi alvejado por diversos tiros no interior de uma residência da Zona Leste da cidade depois de, supostamente, ter sido confundido com um assaltante que havia roubado um veículo no centro da cidade.
Cunha e Gomes foram denunciados por homicídio qualificado por motivo cruel e fraude processual. Eles estão presos na sede do 5º BPM desde o dia 10, após se apresentarem espontaneamente. Outros dois policiais que estavam na mesma viatura da Rone Sérgio Fontanetti e André Luiz de Almeida Figueiredo respondem unicamente por fraude processual.
Marcelo Mota, advogado que defende Cunha e Gomes, ingressou ontem com habeas-corpus no TJ e aguarda um parecer para os próximos dias. Ele disse desconhecer a autoria das críticas contra a prisão. Não tenho conhecimento mas na situação em que o país se encontra isso não é difícil de acontecer, comentou.


