As reações contra o comércio informal e a pirataria em Londrina começaram. Hoje à tarde, o advogado que representa 75 locadoras da cidade, Josafar Guimarães, deve ingressar com ação contra a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
''É uma ação indenizatória, em virtude da negligência da CMTU, cumulada com uma obrigação de fazer seu papel de fiscalização. Vamos solicitar, inclusive, que o órgão seja multado por cada dia que deixar de cumpri-lo'', assevera. Segundo ele, estima-se que 1,5 mil lojas vendam CDs e DVDs piratas em Londrina. A CMTU garante que coibe a atuação de ambulantes em espaços públicos sem autorização.
Para a professora de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maria de Fátima Campos, a proliferação de camelôs não é boa para o município porque ''não contribui com a geração de divisas, prejudica os estabelecimentos formais e, na maioria das vezes, não traz relações de trabalho legalizadas''.
''Temos que pensar o que queremos para Londrina: se é ter empreendimentos na área comercial, mas sem nenhuma legalidade, ou se é gerar empregos de qualidade, em que o trabalhador tenha segurança e o município veja a arrecadação tributária evoluindo'', reflete.
''A gente tem que atacar o problema: qualificar mão-de-obra, atrair empresas, fomentar um emprego industrial, de maior valor agregado'', sugere. (V.N.)

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