O advogado Adyr Nestor Bonfim foi condenado a 12 anos e três meses de prisão em regime fechado pelo assassinato e ocultação de cadáver de Luiz Gonçalves Barbosa, ocorrido em 14 de maio de 1994. A sentença foi pronunciada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Londrina, Jurandyr Reis Júnior, ontem, às 6 horas, depois de mais de 22 horas de julgamento. O irmão do advogado, José Beno Bonfim, acusado pelo crime de ocultação de cadáver, foi absolvido. Este foi o segundo julgamento dos réus. O primeiro, em 1995, foi anulado por erro processual.
O crime aconteceu na casa onde a vítima e o acusado moravam, no Vale do Reno (zona sul). Alegando que havia sido molestado sexualmente, o advogado teria batido na cabeça da vítima com objeto de ferro e desferido dois golpes de faca no pescoço. Mais tarde, ele tentou ocultar o cadáver da vítima, levando-o para uma estrada secundária de Faxinal, onde ateou fogo no corpo. Ele teria sido ajudado pelo seu irmão.
A defesa de Adyr conseguiu a desclassificação de homicídio qualificado para privilegiado - cometido mediante violenta emoção, após injusta provocação da vítima. Por este crime, ele foi condenado, por maioria de votos, a 11 anos de reclusão.
Pela ocultação de cadáver, o advogado foi condenado a um ano e três meses. Adyr Bonfim já está detido no 5º Batalhão da Polícia Militar e deverá cumprir a pena na Penitenciária Estadual de Londrina. José Beno Bonfim foi absolvido por unanimidade porque os jurados entenderam que não havia provas de sua participação no crime.
O advogado do réu, Marcelo Leal, considerou bom o resultado, mas irá recorrer no Tribunal de Justiça. ‘‘Tenho certeza que ele agiu em legítima defesa’’. Também participou da defesa de Adyr, Expedito Zanotti. O advogado Walter Bittar defendeu José Beno. Atuou na promotoria Janderson Iassaka, da 1ª Vara Criminal. A foto do julgamento, publicada ontem, é de José Bonfim, e não de Adyr, como saiu na legenda. (Lucília Okamura)

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