Advogado é ameaçado por ser contra frigorífico
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de junho de 2001
Lúcio Flávio MouraDe Londrina 
O advogado Jorge Custódio, da coordenação do Centro dos Direitos Humanos (CDH) de Londrina, diretor do Associação dos Moradores do Jardim Santa Mônica e integrante do movimento Emprego Sim Frigorífico Não, que reúne vizinhos e ambientalistas na luta contra a reabertura do frigorífico Frigozé, se reuniu ontem com o delegado-chefe Gilson Garret Algauer pedindo apoio na apuração de um telefonema anônima ameaçando-o de morte. A ligação ocorreu na noite de anteontem. A Polícia instaurou inquérito para investigar o caso.
No telefonema, Custódio foi xingado por uma voz feminina que disse que tomaria providências, caso o marido não tomasse. Na ligação, a mulher disse à esposa de Custódio que o frigorífico já está readequado para funcionar. De acordo com o código de postura regido pelo último Plano Diretor, a indústria não pode funcionar no local, uma área estritamente residencial. O Frigozé está fechado desde 1989 por problemas fiscais.
Foi a segunda ameaça de morte que recebi em um mês. Mas dessa vez foi mais contundente, afirmou Custódio, que foi à polícia acompanhado por um grupo de moradores do Jardim Santa Mônica. De acordo com o coordenador do CDH, a mulher teria dito na ligação que também ameaçaria a vereadora Elza Correia (PMDB) e a promotora do Meio Ambiente, Luciana Lepre, envolvidas na luta contra a reabertura da indústria. Uma reunião hoje no Centro Esportivo Santa Mônica reunindo líderes de associações de bairros da zona norte e representantes de órgãos governamentais deve voltar a discutir a questão.


