Advogado diz ter sido surpreendido
Com mais de 40 anos atuando em processos sobre acidentes de trânsito, o advogado Nelson Sahyun, que defende o estudante Guilherme Costa Alves Nunes, comentou que foi surpreendido pela história de forçar o processo para o dolo eventual. Ele afirmou que em quatro décadas de atuação profissional nunca viu um acidente de trânsito com morte ser levado ao Tribunal do Juri.
Sahyun disse que respeita a família da vítima mas destacou que todos os requisitos do caso justificam a denúncia por homicídio culposo aquele em que não há intenção de matar , estabelecida no Código Nacional de Trânsito e que prevê pena de dois a quatro anos de reclusão. Ele citou como exemplo que testemunhas cogitaram uma possível embriaguez de seu cliente ao volante, mas não houve apreensão de nada pela polícia. Outra teria afirmado que o rapaz estaria fazendo uma roleta-russa (ultrapassar cruzamento com sinal fechado). Nenhuma outra testemunha dá lastro a essa conversa, rebateu.
Sobre a ação cível, o advogado argumentou que até o final da tarde de ontem não havia sido citado formalmente e, por isso, não faria comentários. (L.A.)





