Advogado diz que reclamação vem de minoria
O advogado Antonio Carlos de Andrade Vianna afirma que as reclamações partem de uma minoria de moradores do Residencial Jardim das Américas. Ele representa a Construtora Santa Cruz e a Engenharia Técnica, proprietárias dos 1.424 apartamentos, e também a administradora Mendes Neto. É o único autorizado pelas empresas a falar sobre o assunto.
De acordo o advogado, os apartamentos são habitados por cerca de 6 mil pessoas - uma população maior que muitas cidades do Paraná.
A administradora tem o apoio da grande maioria dos condôminos, assegura. Segundo ele, a Mendes Neto alega que tem que agir com certo rigor e com muita fiscalização para o local não virar bagunça, em função da grande quantidade de moradores. Se não houver rigidez, eles vendem seus direitos para outras pessoas, de forma clandestina.
O advogado explica que qualquer transação entre moradores deve ter o testemunho da Mendes Neto. Quando um morador resolve se mudar, ele quer receber pelas melhorias que faz no imóvel. Essa transação é feita diante de alguém da administradora. Caso contrário, é enquadrada como negociação clandestina. Somente nesses casos, os funcionários da Mendes Neto fazem a desocupação do imóvel, diz Vianna, rebatendo a informação dos moradores de que a administradora retém os móveis e repassa os apartamentos para outros interessados quando o morador atrasa muito o condomínio.
Outros despejos só são feitos com ordem judicial, assegura o advogado. Sobre a retenção da mudança dos moradores que queiram deixar o local, mas não estão em dia com o condomínio, Vianna diz que a regra é seguida em qualquer prédio.
Vianna também nega que os moradores sejam humilhados. Quem reclama são os maus pagadores. A síndica Maria Cristina Mendes não humilha ninguém e ninguém nunca foi despejado de lá arbitrariamente. Ele assegura que 82,4% dos moradores do Residencial das Américas estão com aluguel e condomínio em dia.





