O advogado da família Pedroso de Moares, Júlio Militão da Silva, nega que tenha existido omissão de socorro no atropelamento do bebê Lucas de Jesus Medeiros. Segundo a versão do advogado, a mãe de Guilherme, que estava em outro carro, chegou a colocar Lucas no carro para levá-lo ao hospital. ‘‘Ela só desistiu de fazer isso quando a viatura da Guarda Municipal chegou e iniciou o atendimento’’, diz Militão. O advogado afirma que irá pedir um exame pericial nas roupas da mãe do estudante, que estariam sujas de sangue, para comprovar que a família tentou ajudar o garoto.
O advogado também desmente que Guilherme e seu pai, José Maria Pedroso de Moraes, tenham fugido após o atropelamento. Segundo Militão, eles teriam deixado o local para seguir a viatura da Guarda Municipal em direção ao Hospital Evangélico, onde seria feito o atendimento à criança. Pela versão do advogado, pai e filho acabaram perdendo de vista a viatura e chegaram ao hospital antes do menino, que havia sido transferido para uma ambulância do Siate.
‘‘Eles ficaram algum tempo no hospital à espera do bebê, mas foram aconselhados a deixar o local para não serem agredidos pelo pai de Lucas, que estava muito nervoso’’, disse. Segundo o advogado, a recomendação foi feita pela recepcionista do Evangélico.
A família do bebê rebate integralmente essa versão. ‘‘Depois do atropelamento, o estudante parou por alguns segundos, mas sequer desceu do carro’’, diz o pai de Lucas, Eveli Medeiros. Uma das testemunhas já ouvidas pela polícia, o jornalista Djalma Ched de Oliveira, também desmentiu a versão da família Pedroso.

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