Advogado diz que não há provas contra deputado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de novembro de 2002
Da Redação 
Curitiba - O advogado Elias Mattar Assad, que defende o deputado estadual Carlos Simões no caso em que o nome de seu cliente é citado em procedimento investigatório conduzido pelo Ministério Público (MP) de Rio Negro (109 quilômetros a sudoeste de Curitiba),
garante que ''não há nenhuma prova idônea que possa ligar a pessoa do deputado com delitos em investigação na Comarca de Rio Negro.''
A promotora Maria Angela Camargo Kriszka declarou à Folha que o procedimento em andamento investiga suposto envolvimento do deputado Carlos Simões com a quadrilha de roubo de cargas, que seria chefiada pelo empresário Mário do Amaral Fogassa.
Segundo o MP, Simões teria intermediado conversas entre o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, e o secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, com o líder da quadrilha. Fogassa teria pedido que ambos interferissem nos inquéritos policiais em andamento na Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas. Em nota oficial divulgada esta semana, Ribeiro e Tavares também negaram as acusações.
Também em nota encaminhada à Folha, Assad informou que a defesa técnica de Simões está aguardando convocações oficiais para se manifestar formalmente. Segundo ele, há um pedido do deputado em curso no Tribunal de Justiça, ''denunciando violações da Constituição Federal, pedindo providências e responsabilizações de autoridades que de forma leviana tentam envolvê-lo nestes episódios.'' O advogado afirma ainda que deverá entrar com ações de indenização por danos morais contra Simões.


