Da Sucursal
O exame que detectou resíduos de nitrato nas mãos do comerciante Mariano Antonio Voltolini não prova que ele foi o autor do tiro que matou a menina Francielle de Oliveira, 10 anos, na madrugada de 31 de dezembro. A opinião é do advogado de Voltolini, Osmann de Oliveira, que deve pedir hoje o relaxamento da prisão do comerciante, acusado de matar Francielle com um tiro de espingarda em frente ao brechó Mundo Teatral, de sua propriedade.
‘‘O laudo não prova nada’’, diz o advogado. ‘‘Riscar um palito de fósforo para acender um fogão a gás é suficiente para que a pessoa fique com resíduos de nitrato nas mãos’’, afirma ele. Oliveira lembra ainda que qualquer pessoa envolvida num caso desses poderia alegar que no dia 31 é comum a manipulação de fogos de artifício, que deixam resíduos de pólvora nas mãos.
Os depoimentos das testemunhas confirmando que o tiro que matou Francielle partiu do brechó onde Voltolini mora, e dando conta de que ninguém entrou ou saiu do prédio antes ou depois do crime também não são suficientes para incriminar o comerciante, garante o advogado. ‘‘Ninguém disse que viu ele atirando, apenas que ele foi visto no local’’, afirma Oliveira.

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