Curitiba - Luiz Antônio Alves da Silva, o Luizão, foi preso por suposto envolvimento com a quadrilha que promoveu uma série de mortes de mulheres em Almirante Tamandaré. Ontem, o advogado de defesa de Luizão, Anderson Miskalo, argumentou que não existem provas que incrimem seu cliente tanto no caso do assassinato de mulheres quanto na denúncia de tortura. ''Estão tentando fazer um complô. Todas as denúncias de tortura contra ele são infundadas. Como são infundadas as denúncias de que ele pressionava as testemunhas a mando de uma suposta quadrilha que agia em Tamandaré'', complementou.
Luizão está preso desde abril de 2000. Ele foi arrolado nos inquéritos investigados pela delegada Vanessa Alice. No entanto, em depoimento em juízo, a delegada disse que no caso da morte de mulheres nada havia contra o acusado. O depoimento consta da página 2.489 do 11º volume da denúncia. ''Ele era um investigador da delegacia e tudo o que ele fazia era a mando de seus superiores'', insistiu o advogado de defesa.
Já o policial civil Paulo Roberto Mesquita foi preso por promotores e policiais da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), órgão vinculado ao Ministério Público, no último dia 17 de junho. Ele estava atuando como superintendente da Delegacia de Piraquara e foi acusado de associação com o tráfico de drogas em Almirante Tamandaré. A reportagem da Folha não conseguiu localizar os advogados do acusado. Na Delegacia de Furtos de Veículos, onde está preso, não souberam informar os nomes dos advogados de defesa do investigador. No Fórum de Almirante Tamandaré, não havia qualquer pessoa de plantão na promotoria. Seu ex-advogado José Leocádio de Camargo não quis se pronunciar sobre as denúncias por problemas éticos.

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