Advogado diz que Cajuru
tentou ‘mascarar’ morte
O advogado da família Avanci, Beno Brandão, afirmou que os depoimentos dos auxiliares de enfermagem Leonardo Cristiano Enzo e Márcia Armindo ‘‘praticamente finalizam’’ a série de depoimentos dos envolvidos no caso. ‘‘Os depoimentos dão a impressão que o hospital quis mascarar a morte de João. Afinal, Enzo afirma que soube da morte às 13 horas e na declaração de óbito consta que a morte aconteceu somente às 16h45 do dia 30 de maio.’’ Ele disse que até o fim do mês a família deve entrar com uma ação por danos morais e materiais contra o Hospital Cajuru.
O auxiliar de enfermagem continua trabalhando no pronto-socorro do hospital. Ontem a reportagem da Folha tentou falar com ele, pelo telefone, mas Enzo não foi localizado. A assessoria de imprensa do Cajuru informou que a diretoria do hospital só vai se manifestar novamente sobre o caso quando o inquérito policial estiver concluído.
A sindicância interna que investiga a responsabilidade dos funcionários ainda não terminou. Em setembro do ano passado, em entrevista à Folha, o diretor superintedente do hospital, Paulo Brofman, classificou a morte do paciente João Avanci como ‘‘um acidente’’. (R.B.N.)

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