Advogado descredencia cartas
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terça-feira, 06 de março de 2001
De Curitiba 
O advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, que defende Joarez França Costa, afirmou ontem que a morte do detento Orlei José Martins não tem qualquer ligação com seu cliente. É mais uma armação para tentar envolver o meu cliente, garantiu ele. Eles sempre alegam que o Caboclinho está por trás de coações e atentados. Mas eles não provam nada. Não há qualquer conexão destes fatos com os processos, afirmou o advogado, lembrando que o empresário apontado como um dos principais proprietários de desmanches de veículos está preso há quase um ano.
O advogado colocou em dúvida a autenticidade das cartas. Você tem certeza que foi o Orlei que escreveu? Será que não foi montado?. De acordo com Figueiredo Basto, Orlei Martins não deu qualquer depoimento que pudesse prejudicar Caboclinho. Ele disse que não reconhece os depoimentos prestados à Promotoria de Investigações Criminais (PIC) como verdadeiros. O que ele disse na PIC não vale nada. O que vale é o que foi dito diante do juiz, argumentou ele.
Figueiredo Basto disse ainda que as afirmações de Maria Cubas, mãe de Jezael Cubas, não valem como provas no processo. Ela está emocionalmente envolvida com isto. Este depoimento dela foi passional, salientou.
O delegado de Piraquara, Darci Pacheco, que fez o flagrante da morte de Orlei José Martins, disse ontem que não conseguiu apurar qualquer indício que levasse a crer que a morte do detento tenha sido encomendada. Ele argumentou que o flagrante foi feito e que Elias Pereira Chagas é autor confesso do crime.(L.P.)


