A liberação de medicamentos excepcionais seria facilitada com a revisão completa e a flexibilização dos protocolos do SUS. Esta é a solução apontada pelo advogado Augusto Luppi Ballalai para a resolução dos conflitos jurídicos para liberação dos remédios. ‘‘É necessário fazer a troca de medicamentos por outros mais modernos e permitir uma dotação orçamentária para casos excepcionais’’, reivindica. Para ele, os critérios para fornecimento dos medicamentos são ‘‘objetivos demais’’, o que significa que o enquadramento no protocolo precisa ser exato para que o medicamento seja liberado.
  A conseqüência da obrigatoriedade de enquadramento é uma camisa-de-força burocrática. Um medicamento liberado para determinada doença, por exemplo, não é imediatamente disponibilizado para outra no caso de descoberta da eficiência dele em outro caso.
  ‘‘O meu maior medo não são os medicamentos de alto custo. O meu maior medo são os medicamentos vitais para a pessoa. Não importa se custa R$ 100,00 ou R$ 200,00. Se a pessoa não tem o dinheiro, ela não recebe’’, alfineta. A revisão, porém, não é feita por motivações políticas. ‘‘Isso deixa as pessoas rendidas à boa vontade política, o que é um fator eleitoreiro’’, declara. (F.R.F.)

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