Advogado de policiais aguarda distribuição de denúncia
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domingo, 25 de janeiro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
A denúncia de extorsão contra os policiais civis Wilson de Oliveira e Israel Henrique de Lima, apresentada na sexta-feira pelo promotor Leonir Batisti, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), será distribuída nesta semana a uma das varas criminais de Londrina. Ao contrário do esperado, em sua argumentação Batisti apontou que houve extorsão, ao invés de concussão.
''A concussão se caracteriza como extorsão praticada por funcionário público sem que se configure violência ou grave ameaça. Neste caso, os dois policiais algemaram duas pessoas e apreenderam bens na empresa (que teria sido extorquida) sem justificativa razoável naquele momento'', argumentou o promotor. Segundo Batisti, o crime de concussão prevê pena mínima de dois anos, enquanto o de extorsão prescreve um mínimo de cinco anos e quatro meses quando praticado por duas pessoas ou mediante uso de arma.
Também na sexta-feira, o delegado Allan Flore encerrou o inquérito sobre o caso. Segundo a denúncia, os policiais teriam exigido R$ 700,00 de um microempresário da cidade para devolverem equipamentos que teriam sido apreendidos no final de dezembro. Oliveira e Lima se apresentaram à polícia no último dia 16 e estão detidos no 4º Distrito Policial (DP).
O advogado dos suspeitos, André Luiz Salvador, apresentou pedido de revogação da prisão preventiva, que teve parecer negado pelo Ministério Público (MP). O juiz da 1 Vara Criminal deverá julgar o pedido esta semana. Sobre a denúncia, Salvador disse à reportagem da Folha que iria se informar sobre a argumentação do promotor antes de fazer declarações sobre o assunto.


