Advogado de empresa diz que lesado deve recorrer à Justiça
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sábado, 25 de janeiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os representantes da empresa Recoflam que estiveram depondo no 1º Distrito Policial ontem à tarde, depois de enfrentarem a fúria de muitos de seus clientes, e negaram qualquer tentativa de dar um golpe na praça. Os diretores da empresa não falaram com a imprensa e as explicações ficaram à cargo do advogado Aparecido Medeiros dos Santos.
A proprietária da empresa, Rosane Maria de Almeida, e o gerente de vendas, Antônio Marcos Silva, saíram em silêncio da delegacia e sob revolta dos muitos clientes que estavam prestando queixa. O advogado afirmou que toda pessoa que se sentiu ou se sentir lesada pela Recoflam que procure os seus direitos através da Justiça ou tente uma renegociação na empresa. Ele disse que a Recoflam ''não empresta dinheiro e sim concede crédito para compra de bens''.
No entendimento de Santos, o que pode ter havido é que ''alguns clientes'' podem ter interpretado o contrato de maneira parcial. Segundo ele, a empresa estipula um prazo de até 12 meses de carência para liberar o empréstimo. ''Quem mexe com vendas está sujeito a críticas e quem compra, muitas vezes, acha que compra mal'', comentou.
Ele rebateu a informação de que já havia um inquérito anterior que apura o mesmo crime. ''O que existe é uma notícia-crime e não foi instaurado o inquérito'', argumentou. O advogado garantiu que a empresa tem sede em Londrina e que seus diretores não irão fechar as portas nem sair da cidade.


