Advogado de defesa bate boca com policial que queria revistá-lo
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segunda-feira, 09 de março de 1998
Carmem Murara e Cristine Pieske 
Kraw PenasVistoria na entrada do fórum inclui até detector de metaisO julgamento do caso Evandro acontece sobre forte esquema de segurança. São 40 policiais militares e seis civis que guardam o prédio. As ruas ao redor do fórum foram isoladas e quem quer assistir o julgamento precisa passar por uma rigorosa vistoria. O advogado de defesa dos três reús, Antonio Figueiredo Basto, se recusou a passar pela revista e acabou batendo boca com o tenente coronel Donizette Ribeiro, comandante da segurança feita pela Polícia Militar.
Vá prender bandido não eu. Você está escondido atrás da farda, rapaz. Seu safado, gritava o advogado. O oficial da PM respondeu no mesmo tom e ameaçou prender Basto. Ribeiro disse que a orientação é revistar toda pessoa que esteja com crachá branco e o advogado estava com um. Para o tenente coronel, o incidente com o advogado representou um desacato à autoridade. Vamos tomar as medidas cabíveis contra ele quando acabar o julgamento, afirmou.
A juíza Marcelize Lorite também recebeu proteção especial. O delegado José Roberto Jordão e seis policiais chegaram ao fórum escoltando a juíza. Usavam metralhadoras, que segundo o delegado intimidam qualquer ato de violência.
Fora dos holofotes da imprensa, um grupo de anônimos curiosos se empenhava em assistir o julgamento. Foi um crime bárbaro, que deixou todos muito assustados e que precisa ser punido, diz o vigilante Marcelo da Silva, que mora em Morretes e que pretende passar os próximos dias em São José dos Pinhais para acompanhar o julgamento.


