Sérvio Borges, advogado de Josefina Vieira da Silva, a tia Josi, entrou com uma notificação contra o auditor interno da prefeitura Osvaldo Alves de Lima. Segundo Borges, a afirmação dada pelo auditor de que as mães de crianças da Creche Níssia Rocha Cabral, conhecida como creche Tia Josi, estariam sendo obrigadas a dar dinheiro para a entidade é mentirosa. ''Quero que ele diga se confirma o que falou e aí nós vamos tomar as medidas cabíveis'', afirmou o advogado.
Borges ainda reafirmou que a creche está sendo mantida com dinheiro de promoções e venda de pizza. ''Nunca ninguém pediu dinheiro para mãe, não tem nada ilegal'', disse com veemência. A secretária da creche Sônia Pereira afirmou que foi realizada uma reunião e que algumas mães concordaram em colaborar. ''Elas vendem as promoções e algumas doam R$ 10 para ajudar a pagar os funcionários. É tudo contribuição voluntária'', declarou.
Osvaldo de Lima confirmou que está recebendo ligações de mães que fazem a denúncia, porém não querem se identificar por medo de represália. As informações dessas mães são de que estariam pagando R$ 30 pelo uniforme das crianças e mais R$ 30 de mensalidade. ''As mães estão ligando e fazendo a denúncia. Eu não tenho como provar a ligação. Se isso é um crime, que me processem, prendam o auditor'', declarou.
A creche Tia Josi está sendo investigada por supostas irregularidades no uso de verbas. Auditoria realizada no local aponta fraude de, no mínimo, R$ 314 mil. Devido às investigações, a verba destinada para a creche está bloqueada na prefeitura desde julho e já totaliza mais de R$ 30 mil. A secretária da Educação, Magda Tuma, afirmou que o dinheiro será liberado assim que a diretoria atual for afastada da creche.

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