Advogado contesta atuação de delegado
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quinta-feira, 01 de agosto de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - O advogado Walter Bittar, que está representando o empresário Hélcio Celso Marroni, entrou ontem com mandado de segurança contra o delegado de Maringá, Nilson Rodrigues da Silva. Ele alega que não está tendo acesso aos autos do inquérito que apura a morte do médico cardiologista Francisco de Assis Coimbra Júnior. Ontem estava previsto uma acareação entre Marroni e o cobrador Claudionor Antonio Barbosa que era funcionário do empresário, mas o procedimento foi cancelado.
De acordo com Bittar, o cliente dele só deverá ser acareado se a Justiça se pronunciar sobre o pedido de verificação dos autos do inquérito. ''Caso contrário não vou permitir que o meu cliente seja acareado'', afirmou. Segundo Bittar, nenhum requerimento impetrado por ele desde a prisão de Marroni, há 16 dias, foi julgado pela Justiça. Entre os pedidos protocolados, está o de prisão domiciliar para Marroni, já que ele é enfartado e não teria condições psicológicas de permanecer na cadeia.
O delegado Nilson Rodrigues da Silva marcou para hoje a acareação entre Marroni e Barbosa. Os dois estão presos acusados de participação no assassinato de Coimbra Júnior. Marroni é o dono da arma que segundo a polícia, foi usada para matar o médico. Já sobre Barbosa pesa a acusação de usar o Ômega de cor preta que teria sido visto no dia do desaparecimento do cardiologista.
O primo de Claudionor, Euclides Antonio Barbosa também está preso acusado de se um dos motoristas que foi visto dirigindo o mesmo carro na época do crime. O assassinato do médico ocorreu em julho de 1998. O corpo dele foi encontrado em uma plantação de milho em Sertanópolis (40 quilômetros de Londrina), um mês depois do desaparecimento.


