Advogado ajuiza pedido em favor de delegada foragida
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terça-feira, 08 de outubro de 2002
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O advogado Luiz Antônio Figueiredo Bastos ajuizou ontem, junto ao Fórum de Rio Negro, pedido de revogação da prisão preventiva da delegada Margareth Motta, que está foragida desde o dia 27 de setembro. Ela é acusada pelo Ministério Público de Rio Negro de facilitar a atuação de uma quadrilha de roubo de cargas. No mesmo processo foram indiciados o delegado Armando Marques Garcia e o superintendente Hélcio Piasseta. Os três são lotados na Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, em Curitiba.
Na segunda-feira, Bastos protocolou recurso junto ao Tribunal de Justiça (TJ) contra a decisão do desembargador Darcy Nasser de Melo que, na última sexta-feira, negou o pedido de habeas corpus de Garcia. O delegado e o superintendente estão presos há 11 dias na Custódia Especial da Polícia Civil, em Curitiba.
O advogado de Piasseta, Antônio Henrique Amaral Rabello de Mello, também pediu a revogação da prisão do policial. Ele entende que seu cliente é ''presumidamente inocente'', já que nas gravações telefônicas que estão em poder da Justiça não há qualquer menção do nome de Piasseta que o envolva com o suposto líder da quadrilha de roubo de cargas, Mário Fogassa (também foragido).
Paralelamente à ação do Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil está desenvolvendo procedimento administrativo para apurar o envolvimento dos policiais nas acusações. Garcia e Piasseta já foram ouvidos pelo corregedor responsável pelas investigações, Gilson Garret. Ele preferiu não adiantar o teor dos depoimentos, uma vez que ainda pretende interrogar outras pessoas.


