Em 2004, o advogado Fabiano Nakamoto, 24 anos - na época, estudante de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL) - resolveu se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Dois anos depois ele foi contatado pelo Hemocentro do Hospital Universitário (HU) porque o seu sangue era compatível com o de uma adolescente com leucemia.
Sem ter muita idéia de como seria o procedimento, ele aceitou o chamado e foi até Curitiba, onde passou por uma bateria de exames. ''Então foi constatado que eu estava bem para doar e aceitei. Tomei anestesia, colheram o liquor da minha coluna e, apesar de eu ter me assustado um pouco, foi bastante tranquilo, sem dores. Na época todos da minha família ficaram preocupados, sem entender por que eu estava fazendo aquilo, mas depois perceberam que era para ajudar uma pessoa'', lembra.
Natural de Fernandópolis (SP), Fabiano residia em Londrina desde o início da faculdade. Durante o procedimento de transplante ele soube que a jovem beneficiada era de Santo André (SP) e acabou localizando a paciente por um site de relacionamentos na internet. ''Ficamos amigos e toda nossa família também. Para mim é como se fosse uma irmã mais nova que eu pude ajudar. Na época eu não tinha ideia do que estava fazendo, mas hoje percebo que foi algo muito importante, pois hoje ela está curada e nem medicamentos toma mais'', observa. (F.B.)

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