Advogado afirma que londrinense foi usada como boi de piranha
O advogado e irmão da londrinense Rosemary Garcia Ferreira, Jorge Custódio Ferreira, informou que a defesa está baseada no argumento de que ela foi enganada por integrantes do narcotráfico internacional e sua prisão teria sido facilitada.
Ferreira recorda que, além de ter a cocaína amarrada no corpo da irmã, ela foi obrigada a vestir uma roupa de seda que facilitava a identificação da droga. Destaca que se tratava de um aeroporto com forte esquema de segurança.
O advogado acredita que a prisão de sua irmã serviu para despistar, na ocasião, a passagem de grandes quantidades de droga no mesmo aeroporto. Ou seja, ela teria sido utilizada como boi de piranha, conforme o jargão policial.
O principal problema é que, dois anos depois do episódio, Rosemary Garcia Ferreira continua presa e sem julgamento. A morosidade do processo ocorreu, em parte, por causa da demora do Supremo Tribunal Federal Brasileiro (STF), que não respondeu a uma carta rogatória da Justiça do Paraguai.
A carta foi enviada há um ano e meio e seria necessária para que as testemunhas fossem ouvidas no Brasil. Por isso, os advogados da brasileira resolveram viabilizar a viagem das testemunhas para Assunção, para que prestassem depoimento diretamente ao juiz.
Agora, a nossa expectativa é que até outubro já haja uma sentença, diz Custódio.





