O advogado Antonio Carlos de Andrade Vianna adiou a apresentação de seu cliente Marcos Campiña Panissa, que matou a ex-mulher Fernanda Estrusani com 72 facadas no dia seis de agosto de 1989, em Londrina. Após o caso ter sido mostrado no programa ‘‘Linha Direta’’, da Rede Globo, em 19 de julho, Vianna garantiu em entrevista à Folha que apresentaria Panissa em setembro.
Anteontem, porém, Vianna declarou que não haverá a apresentação este mês. O advogado estabeleceu uma nova data: após o primeiro turno das eleições. Sua justificativa é de que estaria muito ocupado trabalhando nas eleições e não poderia ‘‘dar atenção exclusiva ao caso’’.
Questionado sobre onde Panissa estaria, Vianna disse que não costuma perguntar aos seus clientes onde eles se encontram. ‘‘Eu só entrei em contato com a família dele e disse que seria melhor apresentá-lo depois do primeiro turno das eleições’’, afirmou.
Com prisão preventiva decretada, Panissa está foragido há cinco anos. Ele não compareceu ao terceiro julgamento em 31 de maio de 1995. Há informações não confirmadas que se ele se encontra em São Paulo e que costuma vir a Londrina visitar a família.
No programa da Rede Globo Vianna alegou que Panissa não compareceu ao terceiro julgamento porque ‘‘havia um clima de linchamento’’, mas que não haveria nenhum motivo para ele não se apresentar em setembro.
Panissa foi o primeiro réu da história da Justiça do Paraná a ir a julgamento três vezes. Em 25 de outubro de 1991, ele foi a júri pela primeira vez e recebeu pena de 20 anos e seis meses de detenção, o que lhe valeu o direito a novo julgamento. Em 27 de março de 1992, ele foi submetido a novo julgamento no qual foi condenado a 9 anos de prisão em regime fechado.
A defesa apelou da setença por considerá-la pesada e a acusação também recorreu alegando irregularidade na formação do júri. O julgamento foi anulado e foi marcado um terceiro para o dia 31 de maio de 1995, ao qual Panissa não compareceu.

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