Advogado acusa os médicos de precipitação
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quarta-feira, 07 de janeiro de 1998
Curitiba 
O advogado responsável pela saída do Bandido da Luz Vermelha da prisão, José Luis Pereira, acusa os médicos do Centro Psiquiátrico Metropolitano (CTP), de Curitiba, de terem agido com precipitação ao permitir que João Acácio voltasse a morar na casa do pescador Nélson Pinsehguer, em Joinville. Segundo o advogado, Pinsehguer é uma pessoa com um histórico de violência e apenas tentava explorar a fama de João Acácio para atrair clientes para o seu bar. Eu avisei os médicos que aquele ambiente oferecia riscos a João Acácio e que alguma desgraça poderia acontecer, afirmou.
Pereira conversou com João Acácio pela última vez no início de dezembro, por telefone, e disse que ele parecia tranquilo. Ele não demonstrou estar preocupado com nada em especial, nem fez qualquer reclamação sobre sua convivência com o pescador, afirmou. João Acácio passava o dia todo no bar do Nélson, um lugar mal frequentado e com acesso fácil a bebidas alcoólicas, disse.
Segundo Pereira, João Acácio tinha planos de ir morar em breve na Praia de Enseada, há poucos quilômetros de Joinville, onde havia passado a infância. Lá, ele pretendia se casar e escrever um livro autobiográfico.
Ainda este mês, segundo o advogado, seria julgado em São Paulo o pedido de cassação do alvará de soltura de João Acácio, encaminhado pelo Ministério Público. (C.P.)


