Advogado abandona defesa de acusados no Caso Evandro
O advogado Antônio Figueiredo Basto vai abandonar a defesa dos acusados do assassinato de Evandro Ramos Caetano, 7 anos, morto num suposto ritual de magia negra, em Guaratuba, em 6 de abril de 1992. Depois de defender Celina e Beatriz Cordeiro Abagge - absolvidas -, Basto não vai advogar em favor do pai-de-santo Osvaldo Marceneiro e dos auxiliares de umbanda Vicente de Paula e Davi dos Santos Soares, que têm julgamento marcado para o dia 8 de março, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Com isso, caso os três acusados não consigam outro profissional terão de ser defendidos pela Defensoria Pública.
Basto alega que não pode defender os acusados porque seu escritório assumiu a conta de uma empresa multinacional, muito mais rentável. Ele também se retirou da defesa de Celina e Beatriz, que podem enfrentar novo processo, caso a promotoria entre com recurso.
O advogado nega que a sua recusa esteja associada à culpabilidade dos réus. Da mesma forma que acredito na inocência de Celina e Beatriz, tenho convicção da inocência de Osvaldo, Vicente e Davi, afirma. Ele acrescenta que este julgamento não deveria acontecer porque, como não havia corpo para culpar as Abagge, este também inexiste no caso dos demais acusados. O processo do Caso Evandro soma 80 volumes e cerca de 20 mil páginas. (I.R.)





