Advogada fala sobre confusão no San Rafael
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sexta-feira, 13 de agosto de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
A advogada criminalista Mônica Montans Zamarian deu ontem sua versão sobre a discussão que ela teve com policiais do Pelotão de Choque da Polícia Militar, que ''fecharam'' o Jardim San Rafael, uma área de invasão na Zona Leste, na tarde de terça-feira. A operação foi deflagrada após uma troca de tiros que feriu Douglas Carlos de Souza, 22 anos.
A advogada afirmou que estava em uma audiência no Fórum quando foi chamada pela mãe de um cliente porque Souza teria se escondido em sua casa com ferimento na perna. Ela teria pedido para seu estagiário, Cláudio Henrique Maroti Oliver, 38 anos, seguir até o local para dar assistência à mulher.
A advogada garantiu que, quando chegou ao local a viatura do Siate estava saindo e não chegando. Ela disse que deixou o bairro em seguida mas seu estagiário não teria conseguido porque o Choque havia ''fechado'' o local e ela retornou. Mônica declarou que a única coisa que fez foi interferir para preservar os direitos de seu cliente, Márcio Wesley Pires dos Santos, 18 anos, preso com quatro armas uma de uso exclusivo das Forças Armadas. Ele foi autuado por porte ilegal e está preso.
Os policiais pediram para revistar o carro usado por Oliver, um Kadett, que está no nome da advogada, e este não teria permitido. A reportagem ouviu o rapaz se identificar como advogado mas Mônica assegurou que ele não teria feito isso. Os policiais detiveram o estagiário, que no distrito assinou um termo circunstânciado por desobediência. O Kadett e o carro usado por Mônica, um Renault Scénic, foram apreendidos por estarem com impostos atrasados. Anteontem, a advogada fez a liberação. ''Trabalho na área criminal porque sou apaixonada por essa área que é muito dinâmica. Nunca tive e não tenho nenhum envolvimento com o crime.''


