Uma advogada de 28 anos morreu baleada durante assalto anteontem à noite, por volta das 23h30, no Bar da Mocidade, na Vila Nova, área central de Londrina. Alexandra Greice Blanco Disseró estava em uma das mesas na varanda do bar e acabou sendo atingida nas costas por uma das balas disparadas, provavelmente, por um dos ladrões. O assalto provocou tumulto no bar, localizado na Rua Itajaí, onde estavam cerca de 70 pessoas, entre elas algumas crianças.
Arquivo FolhaAniversárioAlexandra Disseró havia completado 28 anos no dia anterior ao crimeSegundo o delegado que estava de plantão na 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Roberto Hummig, dois ladrões armados com pistolas entraram no estabelecimento e foram direto ao caixa, onde estava o proprietário Luis Sekiguchi.
‘‘Eles pegaram R$ 2 mil em dinheiro e cheques e foi quando o dono do bar teria visto um policial militar à paisana e dado um sinal’’, relata o delegado. Ele informa ainda que a dupla viu Sekiguchi sinalizando, se virou e começou a disparar. Sekiguchi nega esta versão. ‘‘Eu não me lembro nem do ladrão que estava apontando o revólver para mim, imagina se eu ia ter frieza de sinalizar para o PM’’, justifica. Ele diz que o PM, identificado como Moisés Barbosa dos Santos, não fazia a segurança no bar.
Segundo o delegado, o PM relatou que estava próximo do bar quando viu os dois ladrões. Ele, então, ficou observando-os porque achou que eles eram suspeitos. ‘‘O policial ligou para o 190 (de emergências), voltou para o bar e o tiroteio começou’’, relata.
O PM teria se escondido atrás de um Corsa Branco, que foi atingido por alguns disparos. ‘‘Quando os ladrões pularam a grade para a rua, o PM começou a persegui-los e disparou quatro tiros’’, conta o delegado. Santos estava armado com um revólver calibre 38 e, segundo Hummig, não fez disparos no interior do bar. ‘‘Se ele tivesse atirado lá dentro, mais pessoas teriam sido atingidas’’, observa.
Dorico da SilvaO delegado Hummig: ladrões viram dono do bar sinalizando para PMSegundo testemunhas, cerca de 70 pessoas estavam no bar. Quando começou o tiroteio, houve um tumulto e as pessoas começaram a correr para fora do bar. Alexandra, que estava em uma mesa com o namorado Silvio Roberto Romaneli, foi atingida pelas costas. Ela tinha completado 28 anos no dia anterior e estava comemorando o aniversário. O tio da vítima, Claudio Blanco, conta que o namorado ainda tentou protegê-la, jogando-a no chão, mas ela já tinha sido atingida.
O Siate foi chamado, mas a advogada morreu no local. O delegado Hummig conta que foram apreendidos os cartuchos disparados das armas dos ladrões e do PM e o revólver calibre 38. Segundo ele, a perícia irá determinar que tipo de bala atingiu a advogada, mas é quase certeza de que ela saiu da pistola de um dos ladrões.
A dupla de assaltantes fugiu a pé do bar e chegou até o Auto Posto Melassise, na Rua Araguaia, a duas quadras do local do assalto. Lá, eles deram voz de assalto ao cobrador Elisson Orticelli e a Antonio Malassise e pegaram o Fiat Tipo preto, placa AFB 5371. Na 10ª SDP, Orticelli descreveu os ladrões como sendo um magro, moreno-claro, cabelo crespo e curtos, com 1,70 m de altura; e o outro moreno-claro, cabelo liso, magro, com 1,78m de altura.
O Fiat foi localizado pela PM por volta das 11 horas de ontem na mata do Jardim Paraíso (zona norte da cidade). O carro estava intacto.

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