Advogada é baleada dentro de casa em Campo Mourão
Advogada é baleada dentro de casa em Campo Mourão Sid Sauer De Campo Mourão A advogada Mary Fragoso Veras, 38 anos, foi atingida por dois tiros no sábado à noite, dentro da casa dela, na área central de Campo Mourão. Segundo informaçãoes da polícia, ela estava preparando petições de liberdade provisória, entre 22 horas e 22h15, quando um homem bateu na porta da casa dela. A advogada, que já estava com roupa de dormir, ainda foi se vestir e, ao abrir a porta, foi recebida a tiros. Dos cinco disparos, dois atingiram Mary. A advogada foi internada na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Interclínicas, em Campo Mourão, e até ontem no início da noite seu estado era considerado gravíssimo. Um dos disparos atingiu o pulmão de Mary. Ela pertence a uma família tradicional em Campo Mourão. O pai dela, já falecido, Dickson Fragoso Veras, era jornalista e fundou vários jornais em Campo Mourão. Ele é citado como torturado pelo regime militar no livro Brasil: Nunca Mais. Na hora do atentado, a advogada estava em casa com a mãe e com um irmão. Nenhum deles estava ao lado dela na hora dos disparos. O irmão, Washington, já tinha ido deitar, mas contou à polícia que ainda não havia dormido quando escutou os disparos. Ele levantou rápido, acendeu a luz da varanda e correu até a rua, mas disse que não viu nada. Até ontem à tarde, a única pista que a polícia tinha era a informação dada por um vigia noturno que trabalha nas proximidades da casa da advogada (o escritório dela funciona anexo à residência). Ele disse que viu um carro Verona de cor escura sair em disparada após os disparos. Um suspeito chegou a ser detido ontem para averiguação. O delegado Lindomar Alves Júnior, responsável pelo caso, pediu exame para verificar se há resíduos de chumbo nas mãos dele. Segundo o delegado, Mary tinha recebido ameaças de morte nos últimos dias de antigos clientes. Algumas das ameaças teriam sido feitas por pessoas que ela deixou de atender por falta de pagamento.





