Advogada compra briga por poda de jacarandás em plena floração
A poda de 20 jacarandás em flor na Praça Eisenhower, no bairro Jardim Social, em Curitiba, provocou uma guerra entre uma advogada e a prefeitura da cidade. A advogada Solange Kalkamann, especialista em direito ambiental, entra hoje com uma denúncia na Delegacia do Meio Ambiente e na Promotoria do Meio Ambiente contra a prefeitura.
Solange pretende acusar os técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente por ineficiência de serviços públicos. Ela diz que eles cometeram esse ato quando mutilaram as árvores na estação do ano errada. No entanto, a prefeitura justifica a poda como parte do programa de controle e manunteção de arborização pública e retirada de parasitas das árvores.
Solange alega que a poda foi realizada de forma incorreta, porque não obedece o ciclo natural das árvores. De acordo com ela, o corte realizado agora seria uma agressão similar à praticada contra peixes no período da piracema ou abate de fêmeas prenhes. Qualquer pessoa compreende esta situação, mas quem cortou demonstrou que não sabe nem de poda e nem de botânica, criticou. Porém, em nota da prefeitura, o corte estava associado ao crescimento da erva-de-passarinho, parasita que cresce sobre galhos e troncos.
A advogada disse ter tentado impedir a poda, porém não conseguiu porque os funcionários não entenderam o seu argumento. Além disso, prossegue, justificaram o ato por seguir uma ordem da chefia. O que demonstra por parte dos responsáveis uma irracionalidade total e desconhecimento de meio ambiente de floresta e botânica. Na nota da prefeitura, o corte é justificado como a melhor maneira para a manutenção de árvores, sendo desenvolvido num convênio com a Universidade Federal do Paraná.
Na praça foram retirados galhos de árvores floridos e também cortados troncos de algumas árvores. No chão só ficaram tocos da árvore, onde estavam grudadas lindas bromélias, afirmou. Atos como esses não podem ser aceitos por uma cidade que se diz ecológica, disse a advogada.





