Os 580 delegados que participaram do Congresso Mundial da Igreja Adventista que se encerrou ontem em Foz do Iguaçu, aprovaram a ‘‘Declaração do Iguaçu’’ com as conclusões sobre os temas discutidos durante os oito dias de congresso. Eles também aprovaram ontem dois documentos sobre clonagem humana e doenças sexualmente transmissíveis.
O controle de natalidade, relações sexuais fora do casamento, discriminação racial, cultural ou qualquer outro tipo de discriminação, também foram condenados pelos adventistas.
Sobre clonagem humana, o documento afirma que a Igreja admite que, futuramente, a clonagem possa ser benéfica em algumas situações. Mas hoje, os riscos e o mau uso da técnica são grandes, diz. Segundo os adventistas, a falta de segurança médica, a interferência na herança genética, a clonagem humana para retirada de órgãos são os principais fatores contrários à técnica.
O documento sobre os ‘‘desafios das doenças sexualmente transmissíveis’’, identifica graves problemas éticos, médicos e sociais resultantes do liberalismo sexual. Apesar de notar avanços no tratamento médico, educação e pesquisas, o documento salienta a necessidade de um esforço contínuo em todas as áreas para o controle destas doenças, especialmente nos aspectos morais e espirituais.
Os delegados que participaram do congresso em Foz, representam 204 países onde a Igreja Adventista atua. Estima-se que em todo o mundo, cerca de 10 milhões de pessoas frequentem a Igreja. O Brasil e os Estados Unidos são os países que apresentam maior número de seguidores, com aproximadamente 1 milhão de pessoas em cada um.

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