A Universidade Estadual de Londrina (UEL) lançou este ano uma campanha para angariar contribuições de ex-alunos e da comunidade em geral. Com o slogan ''Adote uma sala, adote um laboratório'', a idéia é baseada num modelo norte-americano, no qual ex-alunos contribuem com a universidade onde estudaram depois de formados.
''A interação com os profissionais irá contribuir para a recuperação da infra-estrutura de laboratórios e salas de aula. Não iremos receber dinheiro, mas sim equipamentos como datashows, computadores, bancadas para laboratório'', explicou o reitor da UEL, Wilmar Marçal. Todo o material doado será catalogado e utilizado também em salas multimeios e bibliotecas.
''Com as doações será possível economizar nas verbas de custeio, que poderão ser redirecionadas para outras ações, como a reforma do anfiteatro do Centro de Ciências Biológicas, mais conhecido como Pinicão, que está interditado, e o término da Casa do Estudante'', completou Marçal, ressaltando que o paisagismo do campus já foi concluído, graças a compra de um novo trator, no ano passado, para facilitar os trabalhos de jardinagem.
Volta às aulas
Campus limpo, refeição balanceada, biblioteca equipada com novos computadores, salas organizadas e presença garantida dos professores. Nas palavras do reitor, este é o cenário que os calouros irão encontrar no primeiro dia de aula, que acontece na próxima segunda-feira.
Para recepcionar os novos estudantes, várias ações foram realizadas no período de férias, incluindo a readequação do Restaurante Universitário (RU), a reforma do prédio onde funciona o Serviço e Bem Estar à Comunidade (Sebec), a pavimentação da estrada vicinal que dá acesso à Fazenda Escola, além da compra de novos computadores para a Biblioteca Central.
Conforme o reitor, em março também deve ter início a construção do muro que irá cercar a Zona Oeste do campus. Serão construídos pilaretes, feitos em concreto ecologicamente correto para permitir a passagem de animais silvestres, além de facilitar a luminosidade e a entrada de ar na universidade. ''Estamos trabalhando na captação de recursos para que os pilaretes sejam levantados com dinheiro próprio, mas sem prejuízo para os demais setores'', garantiu Marçal.
O custo das obras de terraplenagem e pavimentação de 1,6 quilômetro da antiga estrada que nasce na região do Hospital Veterinário e contorna a mata nativa do campus e que seguirá agora até a região da Intuel, permitindo acesso futuro à UEL pelo Jardim Colúmbia, é de R$ 260 mil e será pago com recursos próprios da universidade. A execução está sendo feita pela Companhia de Desenvolvimento do Paraná (Codapar) e Companhia de Desenvolvimento de Cambé (Comdec), com apoio e fiscalização da Prefeitura do Campus. Para realizar a obra, a UEL erradicou 104 árvores, mediante autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Em contrapartida, em março, a universidade fará o plantio de 208 mudas de espécies nativas na bacia do Ribeirão Boa Esperança.
Ainda segundo Marçal, a UEL deverá reabrir as licitações para a retomada das obras da Casa do Estudante e para a contratação de uma empresa que irá fabricar a nova carteira de estudante com foto que será oferecida pela universidade. ''As duas licitações foram desertas, mas até agosto os alunos deverão ter acesso ao RU, à biblioteca e ao cinema com apenas um documento.''

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