Adolescentes do Centro de Socioeducação (Cense) - Unidade Londrina 2, antigo Educandário, podem ter usado uma chave feita de arame ou material utilizado para acondicionar marmita, para se livrar das algemas e tomar os educadores de reféns, na rebelião ocorrida na madrugada de sábado. A primeira informação divulgada era que um descuido dos educadores teria facilitado a mobilização.
''A princípio, acreditávamos que as algemas não haviam sido fechadas corretamente, mas depois verificamos que eles estavam de posse dessas pequenas chaves. Independentemente disso, vamos investigar as ações dos educadores para verificar se houve falhas'', explicou o diretor da unidade, Émerson Márcio Rodrigues. Os educadores e os menores que foram tomados de reféns tiveram ferimentos leves, mas passam bem.
Rodrigues assegurou ainda que os adolescentes rebelados deverão ser punidos. ''Estamos estudando quais medidas punitivas serão tomadas''.
Apenas 20 adolescentes, dos 55 que estavam internados, permanecem na unidade. Outro 30 estão no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) e cinco no Cense 1, antigo Ciaddi. ''Fizemos uma avaliação superficial dos estragos, mas precisamos aguardar os engenheiros do Decon (Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção) para fazer vistoria técnica. Só depois poderemos autorizar o retorno dos menores''. A expectativa é de que a vistoria aconteça ainda hoje.
De acordo com a promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina de Paula, que auxiliou na negociação junto aos adolescentes rebelados, independentemente da maneira como os adolescentes conseguiram se livrar das algemas e iniciar a rebelião, houve um excesso de confiança dos educadores. ''É preciso pensar que qualquer pessoa em situação de privação da liberdade vai tentar fugir. Piora por serem adolescentes, que em qualquer oportunidade querem transgredir as leis''.

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