Adolescentes atendidos pelo Creas 2(Centro de Referência Especializado de Assistência Social) de Londrina, em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, poderão participar de oficinas de arte-educação. Isso será possível graças a uma parceria firmada entre a secretaria municipal de Assistência Social e a ALC (Associação Londrinense de Circo).

As oficinas, que devem começar a ser ministradas na próxima segunda-feira (17) e serão focadas em seis eixos: grafite, hip hop, teatro, rádio comunitária (comunicação popular), capoeira e futebol. A iniciativa é aberta a todos os 250 adolescentes que hoje são atendidos pelo Creas 2, entre meninos e meninas de 12 a 18 anos incompletos. Serão formadas turmas de até 15 pessoas e eles poderão escolher quais oficinas desejam participar.

A condução dos encontros será feita por educadores e artistas disponibilizados pela ALC. A maioria das oficinas vai acontecer no Creas 2 e algumas serão descentralizadas nos bairros.

A secretária municipal de Assistência Social, Jacqueline Marçal, destacou que o adolescente autor de ato infracional precisa de diversos meios para se reintegrar à sociedade. “O ser humano não precisa só de alimentação para se desenvolver, ele precisa de cultura, arte, esporte, e com este convênio estamos proporcionando este acesso aos adolescentes. É a primeira vez que uma instituição ligada à cultura está vindo para a Assistência Social e pretendemos ampliar parcerias como esta, cada vez mais”, disse.

As oficinas são fruto de um chamamento público realizado pela secretaria, com recurso do Fundo Estadual para a Infância e a Adolescência. O termo de colaboração tem validade de sete meses e a prefeitura investirá cerca de R$ 200 mil para a execução dos serviços. A assinatura do termo de colaboração foi realizada nesta quarta-feira, no gabinete do prefeito Marcelo Belinati.

A gerente de Serviço de Média Complexidade, da Diretoria de Proteção Social Especial da SMAS, Mileni Alves Secon, disse que a arte-educação é uma ferramenta de contribuição para que os adolescentes tenham acesso a seus direitos. “Este trabalho vem para melhorar as relações sociais destes jovens, estimulando a criatividade e reflexões sobre a realidade, valores e princípios.”

O presidente da Associação Londrinense de Circo, Paulo Líbano, explicou que a entidade utiliza o circo como ferramenta pedagógica em suas ações com crianças e jovens, buscando influenciar em políticas públicas de educação e cultura, além de assegurar a crianças e jovens o exercício pleno dos direitos da cidadania. “Muitos adolescentes que passaram pela instituição e viviam nas periferias, hoje estão em grandes companhias na Europa e em grandes cruzeiros, viajando pelo mundo. E mesmo aqueles que não queiram seguir com a carreira de artista poderão se desenvolver em outras áreas e como cidadão, por meio do contato com a linguagem artística”, apontou.

O Creas presta um serviço de proteção e acompanhamento de adolescentes inseridos em medida socioeducativa em meio aberto de liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade – determinadas judicialmente – e que se encontram em situação de dificuldade pessoal e social do ponto de vista de comprometimento com o ciclo da violência e do ato infracional.

mockup