As pessoas se tornam consumidoras desde o dia em que nascem. À medida que o tempo passa as necessidades e desejos mudam e é preciso que elas se conscientizem e conheçam seus direitos de consumidor. Para melhorar o nível de informação dos adolescentes a Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Londrina) realiza visitas aos colégios estaduais.

A coordenadora da comissão, Naira Christian Bega, explica que esses contatos são importantes, porque os alunos do ensino médio logo começarão a trabalhar, a ter cartão de crédito e conta em banco. "Embora já estejam inseridos no mercado de consumo, agora passam a desenvolver efetivamente o papel de consumidor. Precisamos plantar uma sementinha na cabeça deles para explicar o que é o consumo, quais os direitos e deveres eles possuem", destacou.

Uma aluna de 16 anos contou que fez uma compra pela internet e recebeu o produto errado. Naira explicou que a compra online deve ser realizada como se fosse em uma loja física. "Pesquise sobre o site, procure informações nas redes sociais de organizações de proteção ao consumidor e veja se a loja é confiável, se têm muita reclamação e queixas contra ela. Normalmente quando se compra a pessoa vai com a mentalidade favorável sobre o produto e é difícil prestar atenção aos aspectos negativos, mas é preciso ter todos os cuidados", orientou.

Naira observou que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) surgiu em 1990. "Como (a compra pela internet) não fazia parte da realidade desses pais, eles não repassaram informações sobre o assunto a seus filhos. Esses jovens também acabam não buscando essas informações por conta própria", destacou a coordenadora.

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