Adolescentes brasileiras fazem 20% dos partos
Vinte por cento dos partos feitos no Brasil são em adolescentes. Segundo o ginecologista Rosires Pereira de Andrade, os jovens precisam ser mais informados porque têm iniciado a vida sexual antes do casamento e não querem engravidar. Hoje, os rapazes começam a atividade sexual entre os 15 e 16 anos e as meninas, entre 17 e 18.
Este será um dos temas a ser discutido no Congresso Científico do Hospital de Clínicas (HC) e do Setor de Ciências da Saúde, que inicia hoje seu ciclo de palestras. A abertura oficial do evento ocorreu ontem. A programação vai até o dia 17, no Setor de Ciências da Saúde do HC e na Sub-sede do Jardim Botânico. O evento terá 300 convidados - 40 de fora do Paraná. Participarão do congresso profissionais de Medicina, Odontologia, Enfermagem, Farmácia e Nutrição.
De acordo com Andrade, os adolescentes são ignorantes no assunto da reprodução. Eles têm informações pouco sólidas e não sabem como evitar a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis. A pílula é o anticoncepcional mais usado entre as adolescentes, mas, em alguns casos, acabam não tendo eficácia porque o tratamento é interrompido devido a efeitos colaterais.
Segundo o ginecologista Fernando César de Oliveira Júnior, no início da vida sexual, apenas 30% dos adolescentes usam algum tipo de método anticoncepcional. Com o tempo, esse índice pode chegar a 60%.
A primeira relação é quase sempre marcada pelo descuido. Como a primeira transa não é programada, dificilmente alguém vai levar uma camisinha. Por isso, acho que as meninas deveriam conhecer pelo menos seu ciclo menstrual, afirma Andrade. Segundo o ginecologista, elas não conhecem. Algumas até acham que sabem, mas estão calculando errado, facilitando muitas vezes a gravidez. Para Andrade, a solução é chegar mais perto do adolescente para dar informação, conscientizá-lo e oferecer a metodologia de contracepção.





