Uma perseguição policial no início da tarde de ontem quase termina em tragédia. Um adolescente de 16 anos roubou um Honda Civic na Avenida Maringá, foi perseguido por um policial, bateu contra outro carro, capotou e caiu no Lago Igapó IV, no Jardim Versalhes, Zona Oeste de Londrina. A ocorrência assustou motoristas e chamou a atenção de populares que se aglomeraram no local para acompanhar o trabalho da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Na noite anterior, outros três adolescentes se envolveram em ocorrências policias (leia mais nesta página).
O policial que perseguiu o rapaz não quis se identificar, mas afirmou à reportagem que estava indo trabalhar com a sua moto particular e teria visto o adolescente roubando o veículo. Populares que passavam pelo local afirmaram ter visto o jovem seguindo pela Avenida Castelo Branco em alta velocidade e chocando-se contra um Fiat Idea, que estava na Rua Ana Porcina de Almeida, aguardando para entrar na rotatória. Familiares da vítima afirmaram que ela não sofreu ferimentos graves, mas foi levada para o hospital bastante abalada.
A polícia não divulgou o nome do dono do Honda Civic. Policiais que estavam no local afirmaram apenas se tratar de um homem de cerca de 70 anos. Socorristas do Siate prestaram atendimento ao adolescente, que sofreu cortes no joelho, queimadura numa das mãos e um pequeno edema na cabeça. Ele afirmou à reportagem ter abordado um homem usando um revólver calibre 22 e confessou já ter passagem pela polícia por porte ilegal de arma. Uma equipe de busca aquática do Corpo de Bombeiros passou a tarde procurando o revólver, que até o final do dia não havia sido encontrado.
Para o delegado da Delegacia do Adolescente, William Douglas Soares, não é surpresa a quantidade de ocorrências envolvendo adolescentes nos dois últimos dias. Segundo ele, os casos refletem o que ele tem constatado no três últimos anos no setor. ''A maior incidência de atos infracionais ainda é o roubo e em seguida o tráfico de drogas. A maioria dos casos envolve meninos a partir de 15 anos, mas também existem casos isolados de adolescentes mais novos.'' A maioria, segundo Soares, vem de famílias desestruturadas.

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