Adolescente resgatada do Japão desembarca hoje
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terça-feira, 15 de setembro de 1998
Da Redação 
Desembarca às 6h30 no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, a 13ª brasileira trazida do Japão pela Operação Resgate, desenvolvida pela Associação dos Imigrantes no Brasil (Asibras) em parceria com a Vasp e a Nipomed. Yara Pamera Gonzaga Suzuki tem 16 anos de idade e, segundo a empresa de assistência médica, que está dando assistência médica e psicológica para a adolescente, estava desempregada há dois meses no Japão.
O pedido de resgate de Yara foi feito pela mãe, Maria Gonzaga da Rocha, para a Asibras. Estando ela desempregada, receio que venha a cair na mão da máfia japonesa, justificou a mãe. Por favor, ajudem a mim e a Yara, escreveu em depoimento para a diretoria da entidade.
O resgate da adolescente foi financiado por um grupo de canadenses que estava em Nagoya e conheceram a adolescente. Depois de perder o emprego em uma indústria, Yara passou a viver de favor na casa de uma amiga. Para ter algum dinheiro, chegou a trabalhar em uma casa de karaokê, servindo bebidas.
A Operação Resgate já trouxe para o Brasil 12 dekasseguis que enfrentavam dificuldades no Japão, a maioria com problema de doença na família. Do total de resgatados, cinco são de Londrina.
Yara Pamera, a 13ª resgatada, também já morou em Londrina, segundo a mãe, Maria Gonzaga. Yara nasceu em São Paulo, mas viemos para o Norte do Paraná quando ela tinha poucos dias de vida. Vivemos em Londrina por cerca de 10 anos. Atualmente, a família mora em Jundiaí (SP).
Além da Operação Resgate, a Folha do Paraná/Folha de Londrina faz parceria com a Asibras, Nipomed e Vasp na campanha jornalística SOS Dekassegui, que conta ainda com a participação do Centro de Direitos Humanos de Londrina.
Vivem atualmente no Japão trabalhando como dekasseguis cerca de 230 mil brasileiros. Segundo a Asibras, cerca de 30 mil estão desempregados por causa da crise econômica que atingiu a Ásia e se espalha pelo mundo. De acordo com a Asibras, alguns dos desempregados chegaram a morar sob pontes e a dormir em carros abandonados, por não disporem de recursos para comprar a passagem de volta para o Brasil.


