Adolescente é vítima de estupro
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terça-feira, 17 de março de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local 
Londrina - Uma adolescente de 15 anos foi feita refém por quatro horas e estuprada dentro de um veículo na madrugada de ontem em Londrina. Segundo informações da Polícia Militar, ela retornava para casa no final da noite de segunda-feira quando foi abordada por duas pessoas na Rua Atílio Scudeler, próximo ao Centro Social Urbano da Vila Portuguesa (centro), local onde fica a 2ª Companhia da Polícia Militar, que funciona 24 horas.
Na vizinhança do CSU, ninguém viu qualquer veículo suspeito. O cabeleireiro Paulo Amaral, de 60 anos, destacou que mora há cinco anos por lá, mas nunca ouviu falar de algo parecido. "Eu estava nos fundos e não vi nada", relatou. A auxiliar de costura Jane Silva Machado, de 34, diz que também não viu e nem ouviu nada de diferente no bairro durante a noite. "Aqui é um bairro bem tranquilo. Antigamente a gente sabe que já foi um bairro violento, mas recentemente nunca havia visto nada de perigoso."
A única pessoa que ouviu algo diferente foi uma dona de casa que não quis se identificar. Ela relatou que seus cachorros latiram bastante durante a madrugada. "Mas eu não quis sair para ver pois estava com medo. Aqui perto sempre tem pessoas que consomem drogas, mas não sei dizer se eles estão envolvidos", relatou.
Os dois suspeitos forçaram a garota a entrar em um veículo, cujo modelo e marca a vítima não soube identificar. Ela foi abusada sexualmente dentro do carro. Segundo a polícia, a vítima também relatou aos policiais que a dupla chegou a parar o veículo em um estabelecimento comercial para comprar bebidas alcoólicas.
A adolescente foi abandonada em um matagal próximo da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) (zona leste), a 7,3 km do local onde foi abordada. Ela conseguiu chegar na Avenida dos Pioneiros e pediu ajuda de um vigilante, que entrou em contato com os policiais militares.
O Siate foi acionado e constatou os sinais de estupro e escoriações pelo corpo da vítima. Ela foi levada para atendimento na Maternidade Municipal, onde existe o Programa Rosa Viva, que atende vítimas de violência sexual.


