A desempregada Roselene Pereira dos Santos, 19 anos, foi executada, na noite de anteontem, quando andava pela Rua Jutaí, no Jardim Santa Rita, zona oeste de Londrina. Roselene recebeu pelo menos sete disparos de pistola calibre 380 nas costas, lateral do corpo, pescoço e mãos. Este é o 61º homicídio do ano e sexto do mês de junho. A polícia suspeita que ela foi mais uma vítima do tráfico de drogas.
Segundo o delegado Algacir Ramos, que estava de plantão, Roselene e uma amiga – identificada apenas por Janaína – caminhavam pela Rua Jutaí, por volta das 22 horas. Foi quando dois rapazes (provavelmente menores) que estavam em duas bicicletas as alcançaram e começaram a disparar contra Roselene. ‘‘Segundo a Janaína, a Roselene começou a correr até que caiu a cerca de 15 metros’’, contou.
De acordo com o delegado, a amiga da vítima não foi atingida por nenhum disparo. ‘‘Ela me falou que os assassinos pareciam estar atrás da Roselene e que a ameaçaram para que não contasse nada senão ela também morreria’’, disse. Ramos disse também que Janaína chegou a dizer que os rapazes estavam encapuzados. ‘‘Mas eu não acredito nisso, acho que ela está tentando despistar’’, afirmou.
Na opinião do delegado, Roselene provavelmente foi mais uma vítima do tráfico de drogas. ‘‘Pelo que me parece, o caso é acerto de contas. Roselene era viciada em drogas e estava desempregada, duas coisas meio incompatíveis’’, apontou. Segundo Ramos, a vítima era esposa de Anderson Elias, 23 anos, assassinado em setembro do ano passado, com um tiro na cabeça, na Rua Figueira, no Jardim Leonor (zona oeste).
A Polícia Civil ainda não tem suspeitos pelo assassinato de Rui Claudemir Vieira, morto com dois tiros no domingo de manhã, no Jardim Novo Amparo 2 (zona norte). Segundo o delegado do 5º Distrito Policial, Jorge Barbosa, responsável pelo inquérito, já foram ouvidas quatro testemunhas e a esposa de Vieira, mas ninguém soube dar informações sobre o caso.
‘‘Depois que ele pôs fogo no barraco em que morava, no dia 1ª de maio, ele tinha sumido do local. Foi voltar e ser morto’’, disse. De acordo com o delegado, qualquer pessoa pode ter sido responsável pelo assassinato, embora a ligação com o tráfico de drogas não esteja descartada. ‘‘Pelo que pude apurar até agora, ninguém gosta do cara. Ele utilizava muita droga, inclusive em frente às crianças do local e isso trazia muita antipatia de todos’’, apontou.

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