O adolescente J.J., de 16 anos, confirmou à Polícia Civil que Gunter Merz e sua mulher, Norma Graciela Rojas, promoviam sessões de sexo grupal entre adultos e crianças, no apartamento do casal. Durante essas orgias, segundo ele, todos, inclusive os menores de idade, consumiam bebidas alcoólicas.
Acompanhado de um advogado, J. procurou anteontem, no final da tarde, a 6ª Subdivisão Policial para prestar depoimento sobre o caso. Ele é o adolescente que aparece em cenas de sexo com Norma e com a menina paraguaia Sandra, nas fitas pornográficas com menores de idade apreendidas no apartamento do casal de estrangeiros.
A polícia não permitiu que o rapaz fosse fotografado ou desse entrevistas. No depoimento, J., que mora em Foz, revelou que foi contratado, em 1995, por meio de um anúncio de um jornal, para trabalhar como office-boy do casal. Ele contou que seu trabalho era transportar documentos entre Foz e Ciudad del Este (Paraguai). Recebia R$ 200,00 por mês.
Nos finais de semana, segundo ele, o casal o convidava para dormir no apartamento. J., que no início tinha 14 anos, disse que ele e a menina que morava com Merz e Norma eram estimulados a tomar bebidas alcoólicas e depois praticar sexo. Muitas vezes, de acordo com o adolescente, outros homens e mulheres que não moravam no apartamento participavam das orgias. Tudo era filmado por Merz.
Nas fitas apreendidas pela polícia, J. aparece fazendo sexo com Norma e com a menina. Ele disse também que, em diversas ocasiões, viu manchas e hematomas no corpo da garota e que, uma vez ela foi espancada porque se recusou a participar de uma orgia. O adolescente trabalhou para o casal durante oito meses.
‘‘Até ontem (anteontem) tínhamos apenas as provas, mas agora conseguimos o depoimento de uma vítima’’, afirmou o delegado-operacional Roberto Fernandes, que comanda as investigações. (Valmir Denardin)

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