Cambira – Uma adolescente de 13 anos que estava desaparecida desde quinta-feira foi encontrada morta em um córrego na tarde de domingo em Cambira (Centro-norte). Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a vítima foi estuprada. Um jovem de 17 anos foi apreendido como o principal suspeito do crime.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, a menina saiu de casa, onde morava com a família, na quinta-feira. As autoridades foram informadas do desaparecimento no mesmo dia e na sexta-feira foi instaurado o inquérito policial e feito o pedido para a quebra do sigilo telefônico do celular da adolescente.
Diversas pessoas foram ouvidas e a polícia conseguiu refazer o caminho percorrido pela garota desde a saída de casa. Uma das testemunhas relatou que viu a menina dentro do ônibus e o ponto em que ela desceu na quinta-feira, por volta das 18 horas. Depois disso ela não foi mais vista.
"Com esses relatos chegamos até o adolescente, que mora perto de onde a vítima desceu do ônibus. Ele, inclusive, já havia sido apreendido anteriormente em um outro caso de estupro", revelou o delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, José Aparecido Jacovós.
Após o corpo ter sido localizado, o suspeito, que foi ouvido no sábado, acabou apreendido. A polícia não deu detalhes do depoimento do suspeito.
A adolescente foi encontrada em um córrego em um fundo de vale no Bairro 7 de Maio, na zona rural do município. A garota estava despida da cintura para baixo e, segundo ainda o IML, teria sido morta havia pelo menos 72 horas. "O local onde o corpo foi achado fica a um quilômetro da casa do suspeito. O laudo do IML apontou que a violência sexual praticada causou hemorragia na vítima e a levou à morte. É um crime grave e hediondo", frisou Jacovós.
A delegada adjunta da 17ª SDP, Iane Cardoso, que comanda o inquérito, ouviu na tarde de ontem outras testemunhas, entre elas as mães da vítima e do suspeito, a amásia do adolescente, além de outros parentes e amigos. "O caso está 99% solucionado, mas as investigações ainda não estão encerradas porque pode haver a participação de outras pessoas", relatou Jacovós.

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