O delegado-operacional de Homicídios de Londrina, Joaquim Melo, prendeu na manhã de ontem um menor de 17 anos, acusado de ter matado, com um tiro na nuca, Everton Aparecido da Silva, no último dia 14, na Vila Marízia (Área Central). Segundo o delegado, o menor foi encontrado no centro da cidade depois da polícia ter recebido uma denúncia anônima.
''Ele confessou ter matado porque o jovem estaria devendo uma quantidade de drogas equivalente a R$ 200. Confessou também ser usuário de drogas e que havia convidado a vítima para fumar um baseado já com a intenção de matá-lo'', explicou Melo.
A arma do crime não foi encontrada com o adolescente. Segundo o delegado, o menor disse que teria emprestado a arma de um amigo, que já tinha conseguido a mesma com uma outra pessoa.
O menor também confessou ter matado o padrasto, Sebastião Salustiano da Silva, 38 anos, degolago dentro de uma obra no Jardim São Paulo (Zona Norte), no dia 15 de dezembro do ano passado. ''Em um mês ele matou duas pessoas. Já iniciamos os procedimentos para que ele seja encaminhado para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) de Londrina'', explicou Melo.
Mineiro - Ainda na tarde de ontem, José Aparecido Gomes, de 30 anos, conhecido como ''Cidinho'', se apresentou na delegacia de Homicídios e confessou ter matado com diversas facadas Domício de Souza Câmara, 38 anos, o ''Mineiro'', na madrugada do dia 24 de dezembro, no Jardim Monte Cristo (Zona Leste).
Segundo informações da polícia, Gomes relatou que Mineiro estaria ''mexendo'' com sua mulher já há algum tempo. ''Ele disse que perdeu a cabeça, saiu de um churrasco com uma faca na mão e quando encontrou Mineiro o matou. Ele disse também que o Mineiro estaria provocando sua esposa'', explicou o delegado.
A faca utilizada para matar Mineiro também foi entregue por Gomes à polícia. De acordo com as investigações da polícia, várias testemunhas haviam confirmado que Mineiro estaria realmente ''dando em cima'' da mulher de Gomes. ''O corpo do Mineiro ainda não foi identificado oficialmente. Vamos encaminhar o inquérito policial para a Justiça'', disse Melo.

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