Um menor de 17 anos, apreendido à zero hora de ontem pela Polícia Civil de Londrina, confessou os assassinatos da estudante de Serviço Social Andréa de Jesus Cabral, 21 anos, e de Rúbia Graziele de Almeida, 19. Elas foram mortas em uma estrada do Jardim Columbia (Zona Oeste), nas proximidades da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no último dia 16.
A apreensão foi realizada no KM 20 da BR-369, próximo a Cambará, na divisa com o Estado de São Paulo, em um ônibus com destino a Campinas (SP). Outro acusado de envolvimento no crime, um menor também com 17 anos, está foragido, mas já foi identificado pela polícia.
De acordo com o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial de Londrina (SDP), Joaquim de Melo, a apreensão ocorreu graças a uma denúncia feita por telefone. Um bloqueio foi providenciado e o ônibus foi parado.
''Ele estava tentando voltar para Campinas, de onde havia chegado há cerca de um mês'', contou Melo. Com o menor foi encontrado um revólver calibre 32 que, segundo o delegado, teria sido utilizado na execução.
De acordo com o delegado, durante o depoimento o menor confessou o crime, dizendo que havia deixado uma moto roubada na casa de Rúbia e que ela teria trocado o veículo por drogas. ''A outra jovem teria sido morta porque, segundo o menor, também consumiu a droga'', afirmou o delegado.
Ainda segundo o depoimento, as duas jovens teriam sido coagidas a acompanhar os menores da casa de Rúbia, no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), até a estrada nas proximidades da UEL.
''Chegando no local, o menor teria usado um revólver 38 para atirar no peito e perna de Rúbia. O comparsa completou a execução com um tiro da 32 encontrada ontem. Andréia foi morta somente com um tiro de 38, disparado pelo menor apreendido'', descreveu Melo.
Três dias após o crime, o menor ainda teria tentado executar a própria namorada, de idade não revelada, por desconfiar que ela pretendia entregá-lo à polícia. Segundo o delegado, a jovem foi alvejada com cinco tiros. Ela está internada no Hospital Universitário (HU), em estado grave.
O pai de Andréia, o taxista Adão Cabral, de 49 anos, negou que a filha consumisse drogas. ''Minha filha sequer fumava. Ela nunca usaria drogas, foi morta porque estava tentando ajudar a outra, tenho certeza.''
O taxista afirmou ainda que Rúbia não era amiga de Andréia. ''Minha filha deve ter conhecido Rúbia durante os trabalhos no projeto de extensão do qual participava na faculdade e deveria, com certeza, estar tentando ajudá-la'', explicou.
A autorização para internamento do menor foi recebida pelo delegado no meio da tarde, quando foi feita a sua transferência para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi).

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