Adolescente assalta agência do Banco do Brasil e acaba preso
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terça-feira, 20 de maio de 1997
Da Sucursal 
Marcelo Almeida/Folha de LondrinaIncidenteCliente é barrado ao tentar entrar na agência do Banco do Brasil da Rua Brasílio Itiberê 3666, assaltada às 14hUm grupo de quatro rapazes assaltou ontem à tarde a agência Água Verde do Banco do Brasil, localizada no número 3666 da Rua Brasílio Itiberê. Os assaltantes roubaram R$ 10,2 mil em dinheiro mas, na pressa de roubar um carro para a fuga, largaram R$ 8 mil dentro de um Gol estacionado em frente à agência. Um dos assaltantes, menor de idade, foi preso pouco tempo depois e os demais conseguiram fugir.
O assaltante preso, P.S.S., tem 17 anos e era fugitivo de uma instituição para menores, onde cumpria pena por furto. Segundo testemunhas, os outros três assaltantes também pareciam bem jovens. Até o final da tarde de ontem, a polícia não tinha pistas deles.
O assalto aconteceu pouco depois das 14 horas, quando havia sete clientes na agência bancária, e durou menos de cinco minutos. Segundo a assessoria de imprensa do Banco do Brasil, os assaltantes estavam muito agitados e o gerente Rui Simão Paz chegou a pensar que estivessem drogados. O grupo também deu mostras de inexperiência ao não exigir a chave do cofre, contentando-se com o dinheiro dos caixas.
Armados com pistolas calibre 38, os assaltantes obrigaram funcionários e clientes da agência a deitar no chão. Um vigilante tentou erguer o rosto e recebeu um chute de um dos assaltantes. Teve os óculos quebrados e ferimentos leves no rosto.
Depois de colocar o dinheiro dos caixas em envelopes de papelão, o grupo tomou a chave do Gol de uma cliente que estava no banco. Mas o carro era equipado com trava de roda e os assaltantes não conseguiram movimentá-lo. Foi nesse Gol que eles esqueceram a maior parte do dinheiro roubado.
O grupo acabou fugindo em outro Gol, estacionado um pouco à frente do banco. O carro foi perseguido pela Polícia Militar, que prendeu P.S.S. e o encaminhou à Delegacia do Adolescente. Segundo a delegada Valéria Padovani de Souza, o menor será apresentado hoje ao Ministério Público e encaminhado para o Educandário São Francisco.
Segundo a assessoria do BB, o fato de todas as testemunhas terem ficado deitadas durante o assalto impede que contribuam para o trabalho da polícia, descrevendo os assaltantes. A agência também não instalou ainda câmeras de vídeo, como determina uma nova lei municipal.
Este foi o 38º assalto a instituições bancárias em Curitiba este ano. Dos 19 casos registrados pela 1ª Delegacia de Furtos e Roubos, com sede no Cajuru, seis foram solucionados. Na área da 2ª DFR, sediada no Batel, cinco quadrilhas de assalto a bancos foram desbaratadas nos últimos dois meses.
O delegado Cícero José, da 2ª DFR, disse que a situação está normalizada, depois de um início de ano preocupante. Só nos primeiros 20 dias de janeiro aconteceram na cidade 11 assaltos a banco. O último assalto havia ocorrido no dia 15 de abril, o que indica total normalidade, diz o delegado.


